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O maravilhoso mundo de Child of Light

21 de julho de 2017

Se tem uma pessoa que pode falar de Child of Light com propriedade, essa pessoa sou eu. Sério. Não é falta de humildade não, é que eu terminei esse jogo - sendo que explorei ele ao máximo, cacei todos os tesouros, fiz todas as sidequests etc. - nada mais nada menos do que 15 vezes. Isso mesmo, 15! Então vou falar, não como uma pessoa que jogou uma vez e o achou lindo, vou falar como uma pessoa viciada conhecedora de cada cantinho desse jogo belo e interessante. Todavia, não revelarei muito do enredo nem de como o jogo desenvolve. Primeiro porquê não é novo (saiu em 2014); e segundo que a experiência fica melhor se você não conhece praticamente nada, assim como eu quando joguei a primeira vez. Então só falarei do básico mesmo, para apresentar essa história.


Nossa protagonista, a doce Aurora, é filha de um duque da Áustria. Sua mãe morreu quando ainda era bem pequena e ela foi criada sozinha pelo pai. Porém em um domingo de Páscoa o duque anuncia uma futura noiva. Não que Aurora ache isso ruim, mas algo acontece logo em seguida. Aurora dorme um sono profundo e não acorda mais, quer dizer, não no nosso mundo. Ela desperta em Lemuria, um país mágico, com criaturas que só se vê em contos de fadas. A menina de cabelos avermelhados não entende onde se encontra, então encontra um amigo vaga-lume chamado Igniculus (que irá ajuda-la em vários aspectos, incluindo as batalhas) e é aí que começa sua jornada para voltar para casa.

Essa pequena sinopse é contada no início do jogo por uma narradora de voz macia e suave. Além disso a narração, e as outras falas do jogo, são citadas em forma de rima. Um trabalho minucioso, pois o texto original é em francês, mas as rimas em outras línguas (pelo menos em português, do qual joguei) são muito bem traduzidas. Um jogo feito com muito cuidado; cheio de detalhes, visual e história especiais, é um jogo que deve ser jogado tanto pela sua aparência como pelo desenvolvimento de mundo.

O visual

Child of Light foi concebido pelas mãos competentes da Ubisoft Montreal. Fazendo-se de inspiração pelo tão aclamado Studio Ghibli e pelo artista Yoshitaka Amano (que já trabalhou com Neil Gaiman), a composição dos desenhos em aquarela, as cores suaves dão um toque de conto de fadas infantil ao jogo. Fora isso, os backgrounds do jogo são como telas de pintura que poderiam ser expostas de tão espetaculares.

Realmente um game para se encher os olhos de tanta beleza.

O gameplay

Uma característica importante de qualquer jogo que se preze, o gameplay é algo pelo qual muitos gamers escolhem se vão jogar certo jogo ou não. Eu sou assim. Pelo motivo que eu sou uma pessoa sem habilidades nenhuma em combates em tempo real, sempre opto pelas batalhas em turno.

Aqui no modo de batalha temos a barra de ação onde podemos controlar quando faremos nossa jogada e quando o inimigo atacará. Na verdade é muito simples: os personagens irão andar pela barra "esperar" e quando chegarem na parte vermelha "ato" você fará sua melhor jogada, podendo escolher entre magias (dependendo do personagem), ataque físico ou defesa. Os inimigos não param no "ato", porém podem ser atrasados com a ajuda de Igniculus.

Durante o jogo andamos pelo mapa muito facilmente, já que a plataforma é em 2D. Contudo você pode acessar um mapa mais amplo indo no menu principal. Há uma certa altura do jogo você poderá viajar de um lugar a outro diretamente por esse mapa, facilitando sua rota, voltando a lugares já explorados.

A trilha sonora

E por fim outro ponto importantíssimo: a música que o ambienta. Composta por Cœr de Pirate, também conhecida por Béatrice Martin, que utiliza apenas piano em algumas das músicas e orquestra completa em outras. As músicas casam perfeitamente com cada lugar e acontecimento da história. Com aspecto erudito e um pitada moderna, a trilha sonora desse jogo é uma das mais belas que já ouvi.

A trilha sonora você pode ver clicando aqui. Mas ela está disponível no Apple Music.
Alguns personagens possuem seu próprio tema, como a nossa protagonista Aurora, a garota Gen e os Populi, que são uma comunidade de comerciantes. Cada um com sua gama de instrumentos e acordes que caracterizam claramente os personagens, o ambiente, a história. E tem a música do final... Se você tem coração, pelo menos uma lagriminha cairá em seu rosto.


Se você gosta de histórias de fantasia, com criaturas mágicas; se acha bonitas artes feitas em aquarela, e principalmente adora um bom RPG, vai amar Child of Light assim como eu. 😉
Vale mesmo a pena dar uma chance, mesmo que você não tenha o costume de jogar jogos de video-game.

Está disponível para PlayStation 3, PlayStation 4, Wii U, Xbox 360, Xbox One e para PC por meio do Steam. Então é só aproveitar!



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